Prefeitura de Guarujá, no litoral paulista, nega acusações e diz que há equipamento na unidade.

Caso foi registrado na Polícia Civil.

Médica afirma que reclamou de equipamento que não funcionava e acabou demitida em Guarujá, SP Arquivo Pessoal Uma médica que atuava desde abril na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Rodoviária, em Guarujá, no litoral de São Paulo, acusa o pronto-socorro de tê-la demitido após ela reclamar da falta de um equipamento para exame de eletrocardiograma.

A prefeitura nega a acusação, e o caso foi registrado na Polícia Civil. Segundo Caroline Costa, de 27 anos, no fim do mês de junho, a profissional estava fazendo plantão na unidade quando atendeu uma paciente que relatou ter sentido dores na região do tórax.

Conforme a médica, que é clínica geral, devido aos sintomas, ela solicitou exame de eletrocardiograma, mas foi informada pela equipe do pronto-socorro que o aparelho estava com falta de peças. Caroline afirma que ficou indignada, pelo fato de o aparelho ser essencial para o atendimento médico, e reclamou da situação com a enfermeira, com a atendente da farmácia e com a secretária da enfermagem, no intuito de solucionar o problema. Conforme relata, em seguida, o gestor da unidade foi até a sala de atendimento da profissional, juntamente com a secretária, e ambos afirmaram que ela havia sido grossa na maneira de falar e deveria pegar suas coisas e ir embora, pois não iria mais trabalhar ali.

A profissional diz que, nesse momento, ficou nervosa e gritou que iria trabalhar, sim. "Eu exigi um equipamento que é essencial para o atendimento no plantão.

É a partir dele que vemos infarto, arritmia.

Não teve nenhuma confusão com paciente, ao contrário, eu estava indo atrás de algo que é direito das pessoas que são atendidas ali.

Me senti constrangida e humilhada, porque eu só estava fazendo meu trabalho da maneira correta.

Como profissional, sempre tratei os pacientes bem e da maneira correta.

Não me procuraram ou pediram desculpas sobre o ocorrido e não pude mais trabalhar lá", conta Caroline. A médica procurou a Polícia Civil e registrou um boletim de ocorrência de natureza não criminal na Delegacia Sede de Guarujá, no mesmo dia.

Em nota, a Secretaria de Saúde de Guarujá afirma que entrou em contato com a organização social (OS) que tem a gestão da unidade para apurar o caso, e foi informada que a médica foi demitida após se desentender com pacientes e colegas de trabalho durante plantão. A pasta diz, ainda, que não há falta do equipamento mencionado, e que, inclusive, a unidade possui quatro deles, sendo este número suficiente para atender à demanda. Prefeitura encaminhou imagem ao G1 afirmando funcionamento de equipamento; médica relata que no dia da demissão não estava funcionando Divulgação/Prefeitura de Guarujá